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COBERTURA ELEITORAL
Enfim, algum tempero no mingau da campanha
Por Rolf Kuntz
Jornais dão sinal de vida, enfim, na cobertura da campanha eleitoral. A matéria da Folha de S.Paulo sobre quem financia quem na disputa da presidência da República (domingo, 20/8) foi um belo esforço para ultrapassar o rame-rame da atividade diária dos candidatos e das intriguinhas inter e intrapartidárias. No mesmo dia, o Estado de S.Paulo pôs algum recheio no debate, com o resumo de um estudo sobre a destinação das verbas "sociais" em todos os níveis de governo.
Na reportagem sobre o financiamento, a Folha tentou mostrar as tendências de vários setores e indicar as motivações das escolhas eleitorais. O resultado não foi um mapeamento "científico", nem poderia ser, nesta altura, mas a matéria contribuiu para mostrar o peso eleitoral de alguns temas econômicos, como as políticas agrícola e cambial.
O material do Estadão sobre os gastos "sociais" tocou numa questão essencial para o julgamento das políticas em vigor e para as decisões do próximo governo: a diferença entre a ação assistencial e os gastos "estruturantes", com potencial para aumentar a capacidade produtiva dos beneficiários.
Um ponto importante realçado no texto foi a comparação da estrutura dos gastos "sociais" brasileiros com a de outros países, como o Uruguai, a Argentina e o Chile. Teria valido a pena fazer um contraponto com os dados e conclusões de um trabalho divulgado pouco antes pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os autores desse estudo tentaram estimar a redução da desigualdade causada por transferências diretas de renda, como as do programa Bolsa Família.
Enfim, algum tempero no mingau da campanha
Por Rolf Kuntz
Jornais dão sinal de vida, enfim, na cobertura da campanha eleitoral. A matéria da Folha de S.Paulo sobre quem financia quem na disputa da presidência da República (domingo, 20/8) foi um belo esforço para ultrapassar o rame-rame da atividade diária dos candidatos e das intriguinhas inter e intrapartidárias. No mesmo dia, o Estado de S.Paulo pôs algum recheio no debate, com o resumo de um estudo sobre a destinação das verbas "sociais" em todos os níveis de governo.
Na reportagem sobre o financiamento, a Folha tentou mostrar as tendências de vários setores e indicar as motivações das escolhas eleitorais. O resultado não foi um mapeamento "científico", nem poderia ser, nesta altura, mas a matéria contribuiu para mostrar o peso eleitoral de alguns temas econômicos, como as políticas agrícola e cambial.
O material do Estadão sobre os gastos "sociais" tocou numa questão essencial para o julgamento das políticas em vigor e para as decisões do próximo governo: a diferença entre a ação assistencial e os gastos "estruturantes", com potencial para aumentar a capacidade produtiva dos beneficiários.
Um ponto importante realçado no texto foi a comparação da estrutura dos gastos "sociais" brasileiros com a de outros países, como o Uruguai, a Argentina e o Chile. Teria valido a pena fazer um contraponto com os dados e conclusões de um trabalho divulgado pouco antes pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os autores desse estudo tentaram estimar a redução da desigualdade causada por transferências diretas de renda, como as do programa Bolsa Família.

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